UMA ESCOLA DIFERENTE POR NATUREZA

Uma Escola Aprendente

Ser diferente por natureza é pensar no inacabamento humano como possibilidade de a cada dia aprender algo novo, transformar-se, ser capaz de ofertar uma escuta sensível para aproximar-se do outro e com ele construir um mundo possível, dialógico, inclusivo e solidário. E isso envolve todos os sujeitos implicados no processo educativo, as crianças, os adultos de referência – professoras, professores, auxiliares, demais profissionais da escola. Juntos formamos uma grande comunidade aprendente!

Professores pesquisadores

A Parlenda prima pela  formação contínua  de professores,  e  de todos os demais adultos  que participam do cotidiano da escola,  comprometidos com os direitos das crianças, com o seu bem-estar, desenvolvimento e aprendizagens.

Nossas professoras e professores são  investigativos,  abertos a compreender o modo como as crianças  percebem o mundo e constroem conhecimentos, num contexto em que sejam  contemplados interesses, demandas e necessidades das crianças, desde bebês. Nessa  perspectiva, a prática educativa se organiza a partir de projetos construídos pela escuta  sensível e cotidiana das crianças, em suas vivências e na relação que estabelecem com a  cultura da escola, com um sentido claro de que o processo  educativo envolve diferentes atores, sendo a criança o foco da ação  pedagógica, implicada pela inter-relação de professores,  comunidade educativa e família. 

Concepção de criança e infância

A criança, em sua potência, é, para nós, o motivo de acreditar em uma escola diferente. Acreditávamos, por isso, em uma escola onde pudéssemos criar condições que proporcionassem à criança viver, a cada dia, a descoberta de si e do mundo, integrada a um ambiente rico e desafiador, com possibilidades que a envolvessem e a provocassem a conhecer, interagir, brincar, imaginar e ser sujeito de seu tempo, com um aporte cultural enriquecido pela vivência na coletividade.

Nessa concepção, a escola possibilita que a criança possa ser ela mesma, com os pés plantados na terra, em uma relação orgânica com a natureza, aprendendo a linguagem dos insetos, das flores, das árvores, do vento e da chuva. Por isso acreditávamos ser possível uma prática educativa em que os tempos das crianças fossem respeitados, e que o tempo da escola pudesse ser alargado para proporcionar a elas situações ricas, diversas e intensas de brincar, se sujar, pisar na grama, aprender a subir em árvores e colher seus frutos. Um tempo que lhes propiciasse olhar em volta e observar o tempos das coisas, e que as crianças pudessem investigar o mundo, conhecê-lo através de seus sentidos, da sua vivência. Um espaço educativo onde as ideias das crianças e suas hipóteses transitórias sobre o mundo fossem consideradas como ponto de partida, como meio e possibilidade à construção de conhecimentos mais elaborados, na relação consigo e com o outro.

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